sábado, 19 de janeiro de 2013

Pouco barulho!


Eu sou um gajo metódico! As coisas são como são, assim devem continuar e está bom de ver que quando saem do sítio ou se estragam, não sossego até repor a (a)normalidade. Nos últimos anos tenho cada vez mais consciência desta minha, digamos, peculiaridade. Principalmente d.o.m. que, direta ou indiretamente, tem algum prazer em lembrar-me as minhas imbecilidades.

Acontece que há quinze dias me apercebi que a exaustão da casa de banho fazia barulho, mas como um gajo não costuma reparar, sei lá eu o que é normal. Andei uma semana calado e a cismar com aquilo, até que na semana passada a coisa se tornou superior às minhas forças, não resisti e enviei um email à administração do condomínio. O passo seguinte foi partilhar a angústia com a Outra Metade e lá lhe disse que se ouvia um ruído quase impercetível (ela pensou, mas só me disse mais tarde, que se era impercetível, porque raio é que a estava a chatear?), "que sim, que também ouvia, mas que não devia ser nada".

Como a coisa continuou sem se resolver, comecei a deitar-me irritado, na convicção que andava a dormir mal e nunca estava descansado por causa do raio do ruído. Ontem confirmou-se a avaria e desligaram o motor. A alegria da justiça e reposição da verdade apoderou-se de mim e deitei-me confiante no sono dos justos, até reparar que mesmo com o motor desligado, o raio do ruído lá estava. A jurisdição da PSP estende-se até onde?

2 comentários:

Marta disse...

Ser-se assim é chato para a própria pessoa e para as outras com quem se convive. Com a idade passa.

RCA disse...

Ou não Marta!